Jesus, no Evangelho de hoje, ensina Seus apóstolos como interpretar as Escrituras. Diz-lhes que todas as Escrituras do que agora chamamos de Antigo Testamento se referem a Ele. Afirma que todas as promessas feitas no Antigo Testamento foram cumpridas em Sua Paixão, morte e Ressurreição. E diz-lhes também que essas Escrituras predizem a missão da Igreja: pregar o perdão dos pecados a todas as nações, começando em Jerusalém.

Na Primeira Leitura e na Epístola de hoje, vemos iniciar-se essa missão. E vemos, também, os apóstolos interpretando as Escrituras tal como Jesus os ensinou.

Segundo a pregação de Pedro, Deus cumpriu o que havia anunciado de antemão em todos os profetas. Seu sermão está repleto de imagens do Antigo Testamento. Ele evoca Moisés e o Êxodo, no qual Deus se revelou como o Deus ancestral de Abraão, Isaque e Jacó (ver Êxodo 3: 6, 15). E identifica Jesus como o servo sofredor de Isaías, que foi glorificado (ver Isaías 52:13).

João também descreve Jesus com termos do Antigo Testamento. Aludindo aos sacerdotes de Israel, que ofereciam sacrifícios de sangue para expiar os pecados do povo (ver Levítico 16; Hebreus 9-10), ele diz que Jesus também intercede por nós diante de Deus (ver Romanos 8:34), e que Seu sangue é uma expiação sacrificial pelos pecados do mundo (veja 1 João 1: 7).

Observe-se que, em todas as três leituras deste domingo, as Escrituras são interpretadas para servir e promover a missão da Igreja: levar as pessoas ao arrependimento e à purificação dos pecados, revelar a verdade sobre Jesus e a perfeição de seu amor por Deus.

É assim que nós também devemos ouvir as Escrituras. Não para saber mais “sobre” Jesus, mas para conhecê-lo verdadeira e pessoalmente, e conhecer Seu plano para nossas vidas.

Nas Escrituras, o esplendor de Sua face brilha sobre nós, como cantamos no Salmo de hoje. Conhecemos as maravilhas que Ele fez ao longo da história. Confiamos que, ao clamar por Jesus, ele nos ouve e nos atende.

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