O administrador, no Evangelho de hoje, está diante da seguinte realidade: não pode continuar vivendo da maneira como tem vivido, pois está sob julgamento e deve prestar contas do que fez.

Os exploradores dos pobres, na Primeira Leitura de hoje, também estão prestes a ser destronados, removidos de seus postos (Isaías 22, 19). Os servos de Mamom, ou seja, do dinheiro, são tão apaixonados pela riqueza, que reduzem os pobres a instrumentos para atingi-la. Desprezam as luas novas e os sábados: as observâncias e os dias santos de Deus (Levítico 23, 24; Êxodo 20, 8).

A sua única esperança é seguir um caminho semelhante ao do administrador do Evangelho, que não é um modelo de arrependimento, mas faz um cálculo prudente: usar suas últimas horas, no comando da propriedade de seu senhor, mostrando misericórdia com os outros e abatendo as suas dívidas.

Ele é um filho deste mundo, conduzido por um motivo puramente egoísta: fazer amigos e ser bem recebido nas casas dos devedores de seu senhor. No entanto, sua prudência é elogiada como exemplo para nós, os filhos da luz (1Tessalonicenses 5, 5; Efésios 5, 8). Nós também devemos compreender, como faz o administrador, que o que temos não é honestamente nosso, mas na verdade pertence a outro, a nosso Senhor.

Todos os “mamons” deste mundo jamais poderiam pagar a dívida que temos para com nosso Senhor. Por isto é que Ele a pagou por nós, dando a vida para o resgate para todos, como ouvimos na Epístola deste domingo.

Deus quer que todos sejam salvos, até os reis e os príncipes, inclusive os apaixonados pelo dinheiro (Lucas 16,14). Contudo, não podemos servir a dois senhores. Pela Sua graça, devemos escolher ser “servos do Senhor”, como cantamos no Salmo de hoje.

Servimos a Ele, utilizando aquilo que Ele nos confiou para ajudar os pobres, levantando os humildes do pó e do esterco deste mundo. Com isto, teremos um dia o que é nosso e seremos acolhidos nas moradas eternas, nas muitas mansões da casa do Pai (João 14: 2).

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