Nascemos da fé de nossos pais. Somos descendentes de uma grande nuvem de testemunhas, cuja fé é atestada em todas as páginas das Escrituras (Hebreus 12, 1). O Senhor nos transformou em Seu povo; fomos escolhidos para receber a Sua herança, como cantamos no Salmo deste domingo (“Feliz o povo cujo Deus é o Senhor e a nação que escolheu por sua herança!).

A Liturgia desta semana canta os louvores de nossos pais, lembrando os momentos decisivos de nossa história enquanto família de Deus. Na Epístola, lembramos o chamamento de Abraão; na primeira leitura, revivemos a noite do Êxodo e a convocação dos santos filhos de Israel.

As Escrituras nos asseguram que nossos pais confiaram na Palavra de Deus, depositando a fé em Sua promessa. Estavam convencidos de que Ele faria tudo o que prometesse.

Nenhum deles, porém, viveu para ver realizadas as suas promessas, pois foi somente a partir de Cristo e de Sua Igreja que os descendentes de Abraão seriam tão incontáveis como as estrelas do céu e as areias do mar (Gálatas 3, 16-17, 29). Apenas a partir de Sua Última Ceia (e da Eucaristia) aquela primeira Páscoa foi verdadeiramente cumprida.

E nós, agora, também aguardamos o cumprimento final do que Deus nos prometeu em Cristo. Como Jesus nos diz no Evangelho desta semana, devemos viver com nossos rins cingidos — assim como os israelitas puseram os cintos, amarraram suas longas túnicas e comeram apressadamente a Páscoa, vigilantes e prontos para fazer a Sua vontade (Êxodo 12,11; 2 Reis 4, 29).

O Senhor virá em hora que não esperamos e baterá à nossa porta (Apocalipse 3, 20), convidando-nos para a festa nupcial da pátria celeste, que nossos pais viram de longe e que começamos a vislumbrar em cada Eucaristia.

Como eles fizeram, também podemos esperar com “conhecimento seguro”, pois a Sua Palavra é lâmpada para os nossos passos e luz em nosso caminho (Salmos 119, 105). Nosso Deus é fiel: se esperarmos na fé, se esperarmos em Sua bondade e amarmos como fomos amados, receberemos Sua bênção prometida e seremos libertos da morte.

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