Confie em Deus — como a Rocha da nossa salvação, como Aquele que fez de nós o Seu povo escolhido, como nosso pastor e guia. Esta deve ser a marca do nosso seguimento de Jesus.

Como os israelitas, dos quais nos lembramos no Salmo desta semana, também fizemos um êxodo, passando pelas águas do Batismo, que nos libertou de nossa escravidão ao pecado. Também estamos em peregrinação a uma pátria prometida, com o Senhor em meio a nós, alimentando-nos com o pão celestial, dando-nos de beber da fonte de água viva (1 Coríntios 10, 1-4).

Devemos, porém, ter o cuidado de nos proteger da loucura que tomou conta dos israelitas e os levou à rebeldia, testando a bondade de Deus em Massa e Meriba.

Podemos endurecer os nossos corações de maneiras as mais sutis, mas todas elas ruinosas. Podemos confiar em posses, brigar por heranças terrenas, enganar a nós mesmos com a alegação de que merecemos o que temos, armazenar tesouros pensando que eles nos darão segurança e alívio.

Tudo isto não passa de “vaidade das vaidades”, um modo de vida falso e mortal, como nos diz a Primeira Leitura desta semana.

Esta é a ganância contra a qual Jesus adverte, no Evangelho de hoje. A ansiedade e o trabalho fadigoso do homem rico revelam sua falta de fé no cuidado e na provisão de Deus. É por isso que, na Epístola desta semana, Paulo chama a ganância de “idolatria” . Confundindo ter e ser, possessão e existência, nos esquecemos de que Deus é a fonte de tudo o que temos. Louvamos mais as coisas que podemos fazer ou comprar, do que o nosso próprio Criador (Romanos 1, 25).

Jesus chama o rico de “tolo” — uma palavra usada, no Antigo Testamento, para designar alguém que se rebela contra Deus ou Dele se esqueceu (Salmos 14, 1).

Antes de tudo, devemos valorizar a vida nova que nos foi dada em Cristo e buscar as coisas do Alto, a herança prometida do Céu. Temos que ver todas as coisas à luz da eternidade, conscientes de que Aquele que nos dá o alento da vida, poderia a qualquer momento — talvez ainda esta noite — pedir tudo de volta.

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