“Historicamente, o protestantismo luterano com seu princípio de pecca fortiter, sed crede fortius – “peque fortemente, mas creia ainda mais fortemente” (para ser salvo) – contribuiu amplamente para a decadência da moral na época da Reforma. É, também, uma consequência do livre exame protestante: com cada um interpretando a Bíblia de acordo com sua consciência, o protestantismo logo vê surgir uma infinidade de morais subjetivas, que correspondem, na realidade, a degenerações objetivas.”

“Enquanto Lutero, impotente para restaurar as virtudes cristãs em Wittenberg, se entristece com o fatro, para aliviar o problema Calvino estabelece em Genebra uma tirania religiosa, caracterizada pela austeridade dos costumes.” “Nosso progresso, desde o fracasso do paganismo declarado de Lutero e sua substituição pelo puritanismo de Calvino, não tem sido progresso, mas aprisionamento, de modo que o que resta de beleza e de humano, no mundo, tem diminuído progressivamente.”

(Wojciech Golonka. Chesterton face au protestantisme. Paris, Via Romana, 2019).