Há dois lugares, nas Escrituras, em que se menciona o detalhe curioso das “brasas acesas”. O primeiro é no Evangelho de hoje, quando os Apóstolos retornam da pesca e encontram o pão e o peixe aquecendo ao fogo.

O segundo é a cena no pátio do Sumo Sacerdote, na Quinta-feira Santa, quando Pedro se aquece, junto de alguns guardas e escravos, enquanto Jesus é interrogado lá dentro (João 18,18).

Diante do primeiro braseiro, Pedro negou por três vezes que conhecia Jesus, como Ele havia predito (João 13,38; 18, 15-18, 25-27).

A brasa acesa de hoje é cenário do arrependimento de Pedro, pois três vezes Jesus lhe pede para fazer uma profissão de amor. O tríplice mandato de Jesus (“apascenta as minhas ovelhas”) revela que Pedro foi indicado como o pastor de todo o rebanho do Senhor, a cabeça de Sua Igreja (Lucas 22, 32).

A pergunta de Jesus, “Tu me amas mais do que estes?” é um lembrete do compromisso de Pedro de entregar sua vida por Jesus, mesmo que os outros apóstolos enfraqueçam (João 13, 37; Mateus 26, 33; Lucas 22, 33).

Jesus, a seguir, explica o que o amor e a liderança de Pedro exigirão, predizendo a sua morte por crucificação (“estenderás as mãos”).

Antes de sua própria morte, Jesus havia alertado os apóstolos de que seriam odiados como Ele foi odiado, e que sofreriam como Ele sofreu (Mateus 10, 16-19, 22; João 15, 18-20; 16, 2).

Vemos o começo dessa perseguição na primeira leitura de hoje. Açoitados como Jesus, os apóstolos, no entanto, “saíram do Conselho muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.”

Sua alegria é baseada na fé de que Deus transformará o “seu pranto em uma festa”, como cantamos no Salmo de hoje. Por seus sofrimentos, eles bem o sabem, serão considerados dignos de permanecer, no Céu, diante do “Cordeiro que foi imolado”, em cena vislumbrada na Segunda Leitura de hoje (ver também Apocalipse 6, 9-11).

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