O filme abaixo, com legendas em espanhol, é baseado no romance Catholics, do escritor inglês Brian Moore (que escreve o roteiro). Ainda sem tradução para o português, foi publicado em 1972, em pleno ambiente de mudanças, na Igreja Católica, derivadas das interpretações do Vaticano II em quase total ruptura com a tradição.

O irlandês Brian Moore, de família católica, abandonou a Igreja na juventude, mas a Igreja parece nunca ter saído de sua alma. Seus enredos volta e meia traziam à tona questões religiosas mal resolvidas. No romance Católicos, imagina como estaria o catolicismo algumas décadas mais tarde, e profeticamente acerta: a Igreja, rendida ao falso ecumenismo, já se prepara para o Concílio Vaticano IV…

A contracapa da tradução española, cujo título é O abade rebelde e foi publicada pela editora argentina Emecê, traz a seguinte síntese da trama:

“Enviado por Roma, o padre americano James Kinsella chega de helicóptero à Abadia de Muck, localizada em uma ilha árida ao largo da costa da Irlanda. Sua delicada missão consiste em tentar fazer com que os monges aceitem as novas práticas litúrgicas, abandonando os ritos tradicionais, que converteram o local em santuário e ponto de peregrinação. Vestido com jeans e uma jaqueta de couro, falando com sotaque americano, Kinsella é o protótipo do padre moderno. Ele está convencido de que a revolução deve se estender a toda a estrutura da Igreja. No entanto, Kinsella encontra alguma semelhança entre sua fé sem-Deus e a do Abade de Muck, o velho monge que o tempo e as dúvidas transformaram em agnóstico. Ambos cobrem sua falta de fé sob o manto dos ritos.”

Nos tensos diálogos dos monges com o visitador da Santa Sé, emerge o problema que mais nos inquieta hoje em dia: de lado (da parte dos monges) a defesa do cristianismo sobrenatural e transcendente, de outro a concepção imanentista e naturalista do padre Kinsella.

As legendas em espanhol são de um escritor católico argentino, que assina com o pseudônimo de Jack Tollers.

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