Qual é a verdade da qual Jesus vem dar testemunho neste último Evangelho do tempo comum da Igreja?

É a verdade que, em Jesus, Deus mantém a promessa que fez a Davi de um reino eterno, de um herdeiro que seria Seu Filho, “o primogênito, o maior de todos os reis da terra ”(II Samuel 7, 12–16; Salmo 89, 27–38).

A segunda leitura de hoje, tirada do livro do Apocalipse, cita estas promessas e celebra Jesus como “a testemunha fiel”. A leitura recorda a profecia de Isaías de que o Messias “testemunharia aos povos” que Deus está renovando Sua “aliança eterna” com Davi (Isaías 55, 3–5).

Mas como Jesus diz a Pilatos, seu Reino era muito mais do que a restauração de uma monarquia temporal. Na leitura do Apocalipse, Jesus chama a Si mesmo “o Alfa e o Ômega”, a primeira e a última letra do alfabeto grego. Ele está aplicando a si mesmo uma descrição que Deus usa para descrever a Si mesmo no Antigo Testamento — primeiro e o último, Aquele que convoca todas as gerações (Isaías 41, 4; 44, 6; 48,12).

“Vós firmastes o universo inabalável”, canta o Salmo de hoje, e Seu domínio se estende sobre toda a criação (João 1, 3; Colossenses 1, 16-17). Na visão de Daniel, que ouvimos na primeira leitura de hoje, Ele vem “das nuvens do céu” — outro sinal de Sua divindade — para receber “glória e reinado” para sempre sobre todas as nações e povos.

Cristo é o Rei, e Seu reino, embora não seja deste mundo, existe neste mundo através da Igreja. Nós somos súditos de um reino. Sabemos que fomos amados por Ele e libertados pelo Seu sangue e transformados em um “reino de sacerdotes” para o seu Deus e Pai (Êxodo 19, 6; 1 Pedro 2, 9).

Como um povo sacerdotal, nós compartilhamos de Seu sacrifício e de Seu testemunho da aliança eterna de Deus. Pertencemos à Sua verdade e ouvimos a Sua voz, esperando que Ele volte novamente em meio às nuvens.

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