Nesta penúltima semana do ano litúrgico, Jesus finalmente chegou a Jerusalém.

Já perto de sua paixão e morte, Jesus nos dá um sinal de esperança, dizendo-nos o que vai ocorrer quando voltar em sua glória.

O Evangelho do domingo é tirado de um longo discurso, no qual Jesus fala das tribulações como nunca “houve desde o princípio da criação” (Mc 13, 19). Descreve uma espécie de dissolução do mundo, um retorno da criação ao seu estado primordial de vazio e caos.

Em primeiro lugar, a comunidade humana — nações e reinos — se fragmentará (Mc 13, 7-8). Depois, a terra deixará de produzir alimentos e começará a tremer (13, 8). Então, a família será destruída por dentro e os últimos fiéis serão perseguidos (13, 9-13). Finalmente, o Templo será profanado e a terra excluída da presença de Deus (13, 14).

A leitura deste domingo apresenta Deus desligando as luzes que, no princípio, tinha posto no céu: o sol, a lua e as estrelas (Is 13, 10; 34, 4). No meio dessa escuridão, o Filho do Homem, aquele por quem tudo foi feito, virá novamente.

Jesus nos disse que o Filho do Homem tinha que ser humilhado e morto (Marcos 8, 31). Agora, Ele fala de sua vitória final, usando imagens reais-divinas tiradas do Antigo Testamento: as nuvens, a glória, os anjos (Dn 7, 13). Mostra-nos que Nele se cumprem todas as promessas que Deus fez para salvar “os eleitos”, o resto fiel de seu povo (Is 43, 6; Jr 32, 37).

Como a primeira leitura de hoje nos diz, esta salvação incluirá a ressurreição corporal daqueles que dormem sob a terra.

Devemos estar atentos a esse momento, quando os inimigos do Senhor serão postos debaixo de seus pés, conforme vislumbra a epístola de hoje.

Podemos esperar com confiança, sabendo que um dia teremos a eterna felicidade à direita do Senhor, como rezamos no salmo deste domingo.

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