O amor é a única lei pela qual devemos viver. E o amor é o cumprimento da Lei que Deus revela, por meio de Moisés, na primeira leitura de hoje (ver Romanos 13: 8-10; Mateus 5: 43-48).

A unidade de Deus — a verdade de que Ele é um único Deus, Pai, Filho e Espírito — significa que devemos amá-Lo com um só amor: um amor que O sirva com todo o nosso coração e nossa mente, nossa alma e nossa força.

Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Amamos nosso próximo porque não podemos amar o Deus que não vemos, se não amarmos aqueles que foram feitos à Sua imagem e semelhança, e que podemos ver (ver 1 João 4: 19-21).

E somos chamados a imitar o amor que Cristo nos revelou, ao entregar Sua vida na Cruz (ver 1 João 3:16). Como ouvimos na Epístola de hoje, foi por Seu sacrifício perfeito na Cruz que Ele, de uma vez por todas, tornou possível que nos aproximemos de Deus.

Não há maior amor do que oferecer a própria vida (ver João 15:13). Talvez seja por isso que Jesus diz ao escriba, no Evangelho de hoje, que ele não está distante do reino de Deus.

O escriba reconhece que os holocaustos e sacrifícios da antiga Lei tinham, como objetivo, ensinar a Israel que o que Deus deseja é o amor (ver Oséias 6: 6). Os animais, oferecidos em sacrifício, eram símbolos do auto-sacrifício pessoal, a inteira doação de nós mesmos. É isto que Deus verdadeiramente espera.

Somos chamados, hoje, a examinar nossos corações. Cultivamos outros amores que dificultam nosso amor a Deus? Amamos as outras pessoas como Jesus nos amou (ver João 13: 34-35)? Amamos nossos inimigos? Rezamos por aqueles que se opõem a nós e nos perseguem (ver Mateus 5:44)?

Digamos ao Senhor que O amamos, tal como fazemos no Salmo de hoje. E levemos a sério a Sua Palavra, para que possamos progredir e merecer a vida eterna em Seu reino, a pátria celestial onde corre o leite e o mel.

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