Surge na Polônia o Collegium Intermarium, uma nova universidade privada criada com a ambição de se tornar uma ilha de liberdade intelectual e verdade em um oceano universitário de esquerdismo-progressista.

O objetivo da nova universidade é garantir o debate científico livre, num contexto em que predominam esforços de uma certa esquerda neomarxista para assegurar o domínio total sobre a vida acadêmica europeia e americana, com seus três principais ângulos de ataque: ideologia de gênero, ideologia “woke” (esquerda radical centrada em questões raciais) e o politicamente correto.

Para o lançamento de seu primeiro ano acadêmico e as boas-vindas ao primeiro grupo de alunos, organizou em 1 de outubro uma conferência intitulada “Os lugares da verdade na época da cultura do cancelamento”, em que se discutiu a atual “cultura da anulação”, isto é, a eliminação profissional e social por delito de opinião.

Este fenômeno da “cultura do cancelamento” certamente não está, na Europa Central, tão presente como na Europa Ocidental, mas já existe por lá: o Instituto Ordo Iuris, uma associação polonesa de advogados e juristas pró-família e pró-vida (e que está por trás deste projeto do Collegium Intermarium), afirma haver intercedido umas vinte vezes, nos últimos anos, para defender acadêmicos que foram vítimas da “cultura do cancelamento” por terem afirmado, durante seus cursos, que o casamento é a união de um homem e uma mulher (como afirma a própria Constituição polaca).

Este projeto Collegium Intermarium é mais ou menos semelhante ao francês Instituto de Ciências Sociais, Econômicas e Políticas (ISSEP), fundado em Lyon por Marion Maréchal; portanto, não foi por acaso que a ex-membro da Frente Nacional tenha sido convidada para ali participar de um painel de discussão sobre o futuro da universidade.

Outro francês participou da mesma discussão, Grégor Puppinck, diretor do Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ), além de um filósofo austríaco, um acadêmico americano e um jornalista do New York Post (o jornal que esteve por trás de revelações que questionaram a honestidade de Joe Biden e seu filho, e que foram censuradas pelo Facebook e Twitter pouco antes da última eleição presidencial americana). O moderador foi o polonês Jerzy Kwasniewski, que é presidente do Instituto Ordo Iuris.

Desde o seu lançamento, o Collegium Intermarium estabeleceu ligações com o Mathias Corvinus Collegium (MCC) da Hungria, mas também com o ISSEP francês, e três Secretários de Estado húngaros, de três ministérios diferentes, incluindo o responsável pela educação e ensino superior, vieram falar pessoalmente na conferência inaugural do primeiro ano de estudos no Collegium Intermarium. Um ministro do governo húngaro, Balázs Orbán, que também é presidente do conselho de supervisão do Mathias Corvinus Collegium (MCC), também falou por vídeo no evento, buscando incentivar a nova universidade privada e explicando a importância dessas novas instituições de ensino superior.