Segundo um estudo publicado no periódico Scientific Reports, uma cidade no Oriente Médio, próxima ao Mar Morto, localizada num sítio arqueológico  da Jordânia conhecido como Telel Hamã, teria sido destruída no ano 1650 a.C. por um asteroide que, explodindo no ar a quatro quilômetros do chão, atingiu o lugar com a potência de pelo menos mil bombas de Hiroshima. A catástrofe ocorreu aproximadamente há três mil e seiscentos anos.

Fruto de 15 anos de escavações no local, a pesquisa teve a participação de 21 autores de diversas áreas, entre os quais arqueólogos, geólogos, especialistas em sedimentologia etc. Ao fim e ao cabo do árduo trabalho, foi possível reconstituir o histórico da destruição da cidade.

Segundo o estudo, essa cidade (então com oito mil habitantes) poderia ser aquela que, na Bíblia, era chamada de Sodoma: o lugar mais antigo do mundo que, destruído por uma explosão cósmica, teria contado com uma tradição oral e, após ser transmitida por sucessivas gerações, seria a fonte da versão escrita sobre Sodoma, no cap. XIX do Gênesis: os detalhes recontados nesse livro das Escrituras corresponderiam, razoavelmente, aos detalhes conhecidos de um “evento de impacto cósmico”.

Essa questão não fazia parte do propósito da investigação, mas, de qualquer forma, era um debate em andamento que os autores consideravam útil levar em conta.

Evidentemente, os cientistas não falam como teólogos ou historiadores da Igreja, que considerem a Bíblia como livro divinamente inspirado. Para eles, contudo, a narrativa bíblica da destruição de Sodoma, numa área próxima ao Mar Morto, está coerente com o relato de uma testemunha ocular que presenciasse uma explosão aérea cósmica, como quando se diz, por exemplo, que pedras caíram do céu; que do céu desceu fogo; que densa nuvem de fumaça subia dos incêndios; que uma grande cidade foi devastada; que habitantes da cidade foram mortos; e que as colheitas da área foram destruídas.