A queima de livros está de volta. Mas desta vez não são os nazistas, mas um grupo de escolas católicas no Canadá. E não queimam obras heréticas ou imorais, mas livros infantis e juvenis, como os de Tintim e Asterix, porque seu conteúdo pode ofender os indígenas.

Curiosamente, apresenta-se como um “gesto de reconciliação”, embora a imagem real – fogueira de livros – não desperte propriamente memórias de tolerância. A ideia grotesca veio da comissão escolar Providence, responsável pela gestão de 30 escolas católicas e francesas no sudoeste da província canadense de Ontário, e consistia em reciclar ou propriamente queimar mais de 4.700 obras de suas bibliotecas, segundo noticiou a Rádio-Canadá.

O motivo apontado pela comissão escolar é que se tratava de livros com conteúdo “desatualizado e impróprio”, pois representam estereótipos negativos. Bem-vindo ao Ano Zero, onde tudo o que nossos filhos leem deve estar de acordo com os mais rígidos critérios do politicamente correto. Longe para sempre Tintim, que fala sobre os peles-vermelhas e visita o Congo colonial; para a fogueira com Asterix, que é um punhado de lugares-comuns. Que ardam nas chamas.

Que conto, romance ou histórias em quadrinhos, que tenham mais de vinte anos, poderia ser salvo? Quais são os que não cometem o pecado imperdoável de “estereotipar” grupos de autoproclamadas vítimas?

As escolas católicas no Ocidente não costumam mais levar muito a sério as verdades da fé que afirmam professar, mas são rígidas em relação às verdades inapeláveis ​​do discurso dominante. Parece no entanto que abrem uma exceção para o dióxido de carbono que essas fogueiras terão lançado na atmosfera…

https://infovaticana.com/2021/09/10/grupo-de-escuelas-catolicas-canadienses-quema-4-700-libros-infantiles/