No evangelho de hoje, nos deparamos com um momento chave para nossa caminhada com o Senhor. Depois de semanas ouvindo suas palavras e vendo suas maravilhas, somos questionados, assim como os discípulos, sobre quem realmente é Jesus. São Pedro responde por eles e também por nós, quando diz: “Tu és o Messias”.

Muitos esperavam um Messias milagreiro, que vencesse os inimigos de Israel e restaurasse o reino de Davi (v. Jo 6,15).

Jesus nos revela hoje uma imagem diferente. Ele se autodenomina o Filho do Homem, evocando a figura real que o profeta Daniel contemplou em suas visões celestiais (v. Dn 7, 13-14). No entanto, a sua realeza não é como a deste mundo (v. Jo 18, 36); e o caminho para o seu trono, conforme nos ensina, passa pelo sofrimento e pela morte.

Jesus identifica o Messias com o Servo sofredor de quem Isaías fala na primeira leitura deste domingo. Suas palavras são as mesmas de Jesus, que se entrega para ser humilhado e espancado, confiando que Deus o ajudará. Ao mesmo tempo, ouvimos novamente a voz do Senhor no salmo de hoje, agradecendo a Deus por livrá-lo das teias da morte.

Como Jesus nos diz neste domingo, acreditar que Ele é o Messias implica seguir um caminho de autonegação, perdendo a vida para salvá-la e ressuscitar com Ele para uma nova vida.

Nossa fé, como ouvimos novamente na epístola de hoje, precisa ser expressa com obras de amor.

É notório que Jesus questiona seus apóstolos, nessa leitura, enquanto vão “pelo caminho”. Eles vão a Jerusalém, onde o Senhor entregará a sua vida. Nós também estamos no caminho com o Senhor.

Precisamos aceitar e carregar nossa cruz, oferecendo-nos aos outros e perseverando em todas as nossas provações pela causa de Cristo e do Evangelho.

Nossas vidas devem ser um sacrifício de ação de graças pela nova vida que Deus nos deu, até o dia em que cheguemos ao nosso destino e caminhemos diante do Senhor na terra dos vivos (v. Ez 26, 20).

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