A nova lei pró-vida do Texas, que proíbe a maior parte dos abortos, está sob ataque do grupo Templo Satânico [The Satanic Temple], com sede em Massachusetts, segundo o qual a lei infringe a liberdade religiosa. Em uma carta à Food and Drug Administration [ANVISA americana], Matthew A. Kezhaya, advogado do Templo Satânico, solicitou que a organização fosse beneficiada com uma isenção religiosa que lhe permitisse ter acesso, sem prescrição médica, aos remédios abortivos mifepristone e misoprostol como parte do seu rito “sacramental” de aborto.

Assim solicitou o “advogado do diabo”: “Os membros do Templo Satânico usam esses produtos em um ambiente sacramental. O ritual satânico do aborto é um sacramento que envolve e inclui o ato do aborto. É concebido para combater os sentimentos de culpa, dúvida e vergonha, permitindo que o membro afirme ou reafirme seu poder e controle sobre sua própria mente e corpo. As restrições a essas drogas interferem substancialmente no ritual satânico do aborto, já que o governo está impedindo os membros de terem acesso às drogas utilizadas no ritual (…) A batalha pelo direito ao aborto é, em grande parte, uma batalha de visões religiosas concorrentes, e nosso ponto de vista, segundo o qual o feto inviável faz parte do hospedeiro fertilizado, é felizmente protegido por leis de liberdade religiosa”.

O Templo Satânico já havia tentado usar a liberdade religiosa para lutar contra as leis de aborto no Missouri, mas sem sucesso.