Hoje é preciso comentar as magníficas notícias que tiveram lugar nos Estados Unidos, especificamente no Estado do Texas. Os tribunais do Estado decretaram que o aborto é proibido a partir do momento em que um batimento cardíaco possa ser detectado no feto, o que ocorre na sexta semana de gravidez.

Esta decisão foi levada ao Supremo Tribunal dos EUA, que decidiu a favor do Texas. A consequência não é apenas que um grande número de crianças —um número estimado em 50.000 por ano — poderão nascer no Texas, mas também que outros estados desse país — e outros fora dos Estados Unidos — poderão seguir o exemplo da legislação pró-vida.

Dado que uma mulher normalmente percebe que está grávida com um mês de gravidez, o tempo entre a sua constatação e a possibilidade de fazer um aborto é reduzido para um par de semanas. Com esta lei, na prática, o aborto será reduzido ao mínimo.

O que aconteceu no Texas mostra que é possível derrotar a Nova Ordem Mundial e que, embora possa parecer o contrário, eles não têm tudo tão controlado como proclamam.

E se isso aconteceu sobre a espinhosa questão do aborto, também pode acontecer dentro da Igreja. Parece que a “nova Igreja”, a da ruptura com a Palavra e a Tradição, vai ganhar porque eles têm o poder e os recursos. Mas tal como os pró-vida ganharam no Texas, também podem ganhar aqueles de nós que acreditam que a mensagem de Jesus Cristo não está ultrapassada e que devemos ser-lhe fiéis, mesmo que tenhamos de enfrentar o mundo.

Eles têm o poder, mas nós estamos com a verdade: temos Cristo do nosso lado, Ele que é o fundador da Igreja, o Caminho, a Verdade e a Vida. É uma questão de resistir, de não ceder a estes que, de dentro e de fora, querem transformar a Igreja num ramo da Nova Ordem Mundial.

Nos anos 60, Joan Baez popularizou um antigo hino de origem religiosa que mais tarde foi utilizado na luta contra o racismo. Refiro-me a “We Shall Overcome” (“Nós vamos superar”). Se não desistirmos, se confiarmos no poder de Cristo, se aceitarmos a perseguição por sermos fiéis a Ele, podemos estar certos de que, tal como Cristo venceu, iremos superar.