O evangelho deste domingo nos mostra um Jesus-profeta, com autoridade para interpretar a lei de Deus.

Cristo cita Isaías de maneira irônica (v. Is 29, 13). Ao observar a Lei, os fariseus afirmam honrar a Deus assegurando que nada impuro entre em suas bocas. Com essa prática, no entanto, eles inverteram o significado da Lei, convertendo-a em um simples conjunto de ações externas.

O dom da Lei, mencionado na primeira leitura deste dia, é-nos dado plenamente no Evangelho de Jesus, que nos ensina o seu verdadeiro significado e propósito (v. Mt 5, 17).

A Lei, cumprida no Evangelho, existe para formar nossos corações e nos tornar puros, capazes de viver na presença do Senhor. Foi-nos dada para vivermos e tomar posse da herança que nos foi prometida: o Reino de Deus, a vida eterna.

Israel, por sua observância da Lei, tinha de ser um exemplo para as nações que a rodeavam. Como o Apóstolo Tiago diz na epístola de hoje, o Evangelho nos foi dado para que pudéssemos ter um novo nascimento através da Palavra da Verdade. Vivendo de acordo com a Palavra que recebemos, podemos ser exemplos da sabedoria de Deus para aqueles que estão ao nosso redor. Nós podemos ser os primeiros frutos de uma nova humanidade.

Isso significa que devemos colocar a Palavra em prática, e não apenas ouvi-la. Como cantamos no salmo deste domingo, e ouvimos na epístola, temos que trabalhar pela justiça, cuidando de nossos irmãos e vivendo de acordo com a verdade que Deus colocou em nossos corações.

A Palavra que nos foi dada é um dom perfeito. Nós não devemos acrescentar-lhe devoções vãs e desnecessárias. Nem devemos reduzi-la aos mandamentos de que gostamos ou queremos escolher.

“Escutai, todos”, Cristo nos diz no Evangelho deste domingo. Ele nos convida, hoje, a examinarmos a nossa resposta à Lei de Deus.

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