Com as leituras deste domingo, conclui-se uma meditação de quatro semanas sobre a Eucaristia.

Pede-se, aos doze apóstolos do evangelho de hoje, que escolham entre acreditar e aceitar a Nova Aliança que Ele oferece com seu Corpo e Sangue, ou retornar ao seu antigo modo de vida.

Esta situação é prefigurada na decisão que Josue pede às doze tribos na primeira leitura. Josué os convoca em Siquém, onde Deus havia aparecido a seu pai Abraão e lhe havia prometido dar essa mesma terra ao grande povo que nasceria de sua descendência (v. Gn 12, 1-9.). Ali, Josué lhes lança um forte desafio: renovar a aliança com Deus ou servir aos deuses estranhos das nações vizinhas.

Também nos é pedido que decidamos a quem vamos servir. Durante quatro semanas, a liturgia nos apresentou o mistério da Eucaristia, um milagre diário muito maior do que o que Deus fez, ao tirar Israel da terra do Egito.

Também a nós Ele nos prometeu um novo lar, a vida eterna; e nos ofereceu o pão do céu para nos fortalecer em nosso caminho. Disse-nos que, se não comemos sua carne e não bebemos seu sangue, não teremos a vida em nós. “Esta palavra é dura” (v. Jo 6, 60), murmuram os discípulos no Evangelho de hoje. E, no entanto, Ele nos deu palavras de vida eterna.

Nós devemos crer, como São Paulo nos diz hoje, que Jesus é o Santo de Deus que se entregou por nós, dando sua Carne para a vida do mundo.

Como ouvimos em sua epístola, Jesus fez tudo isso para nos santificar, purificando-nos com a água e a palavra do batismo, através do qual entramos em sua Nova Aliança. Através da Eucaristia, Ele nos alimenta e nos trata com ternura, transformando-nos em sua própria carne e sangue, assim como os esposos se tornam uma só carne.

Renovemos, hoje, nossa aliança com Deus aproximando-nos do altar, confiando em que Ele resgata a vida de seus servos, como cantamos no salmo de hoje.

https://stpaulcenter.com/a-choice-to-make-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-first-sunday-in-ordinary-time/