“Estou convencido de que a fé cristã é uma crença racional e que não há conflito entre as descobertas científicas e o cristianismo. Eu acredito que o Criador do universo é o Deus da Bíblia”. Assim se apresentou Michael G. Strauss, físico de partículas do CERN (Conselho Europeu  para a Pesquisa Nuclear), em Genebra, além de professor da Universidade de Oklahoma.

Especialista na interação entre quarks e gluons e, atualmente, trabalhando com as propriedades do bóson de Higgs, Strauss escreveu que “como cientista profissional e como cristão, posso ter algo a oferecer para discussão sobre a relação entre o cristianismo, a ciência e o pensamento objetivo”.

Seus dois primeiros artigos foram dedicados à teoria do Big Bang, refletindo sobre a “repugnância” que essa ideia provocou, desde o início, em certos círculos positivistas, que “acabou sendo aceita apenas porque as evidências a seu favor são esmagadoras e indiscutíveis”.

Seu esclarecimento é interessante: “Quando ouvimos que os cientistas discutem se o Big Bang realmente aconteceu, na realidade eles estão apenas questionando o que aconteceu nos mais ou menos primeiros 10 ̄ ³³ segundos, e não se foi um começo efetivo. Ninguém duvida que o universo visível era muito pequeno, quente e denso, cerca de 13,8 bilhões de anos atrás, e que, desde então, se encontra em estado de expansão”.

O problema é que muitos “não gostam das implicações teológicas e filosóficas de um universo que teve um início efetivo, e continuam em busca de escapatórias. No entanto, todas as observações que temos, todos os cálculos teóricos e mesmo alguns cálculos projetivos, como o teorema Borde-Guth-Vilenkin, dão crédito à conclusão de que todo espaço, tempo, matéria e energia deste universo teve um começo. O Big Bang é um nome impróprio, porque não houve nenhum tipo de explosão, já que não havia nada que pudesse explodir. É a origem do universo. Portanto, se este universo teve um começo, então a causa do universo não pode ser uma parte do universo. A causa deve ser transcendente, como a ideia cristã de Deus”.

O mesmo pensamento do físico americano é compartilhado por outros colegas, inclusive importantes prêmios Nobel, como Arno Penzias, Leon Max Lederman e Antony Hewish.

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