Nosso Deus não é um deus bonzinho,
Um diretor de Hollywood que cria de forma maniqueísta
Pessoas muito boas de um lado ou muito ruins de outro.
Nosso Deus cria pessoas que devem conquistar a bondade
À força: o Reino dos Céus é dos violentos.
Nosso Deus certamente não se delicia
Com os que escolhem a danação.
Muito pelo contrário.
Mas quando aceitou, no início dos tempos,
Instituir o jogo da perdição e da salvação,
Sabia, em sua desmesurada sageza,
Que não havia outra maneira
De tornar mais digna a santidade e a vida eterna.