O caminho do discipulado é um êxodo de toda a vida, da escravidão do pecado e da morte à santificação pela verdade no Monte Sião, a terra prometida da vida eterna.

O caminho pode se tornar difícil. E quando isso acontece, podemos ser tentados a reclamar, tal como os israelitas fizeram na primeira leitura desta semana.

Devemos ver esses momentos de dificuldade como uma prova para avaliar como estão os nossos corações, como um chamado para confiar mais em Deus e purificar os motivos de nossa fé (v. Deuteronômio 8, 2-3).

Como São Paulo nos lembra na epístola desta semana, devemos deixar para trás nossas velhas decepções e desejos, passando a viver segundo a nossa semelhança com Deus, a partir da qual nós fomos criados.

É o que, no Evangelho desta semana, Jesus diz às multidões, que o estão seguindo pelas razões erradas. Procuram-No porque Ele os alimentou. Os israelitas também estavam felizes de seguir a Deus, enquanto tinham comida em abundância.

A comida é o mais evidente dos sinais, pois é a mais básica de nossas necessidades humanas. Precisamos do nosso pão de cada dia para viver. Mas não podemos viver só de pão. Necessitamos do pão da vida eterna, que preserva todo aquele que crê no Senhor (v. Sab. 16, 20 e 26).

O maná no deserto, como o pão que Jesus multiplicou para a multidão, era um sinal da providência de Deus: devemos ter confiança que Ele proverá.

Estes sinais nos remetem para o seu cumprimento na Eucaristia, o abundante pão dos anjos que cantamos no Salmo desta semana.

A Eucaristia é o alimento que Deus deseja nos dar. Este é o pão que deveríamos procurar. Muitas vezes, no entanto, não é este o pão que pedimos. Em vez disso, procuramos as coisas perecíveis solicitadas por nossos desejos e ansiedades cotidianas. Em nossa fraqueza, pensamos que essas coisas são o que realmente necessitamos.

Devemos confiar mais em Deus. Se buscarmos primeiramente o seu Reino e sua Justiça, todas essas coisas nos serão acrescentadas (v. São Mateus 6, 33).

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