[“Tudo o que está acontecendo na Igreja, a terrível crise em que nos encontramos, deve-se a uma falta de fé e, como consequência, a uma falta de confiança em Deus. Mas, se aqueles que profanam a Eucaristia talvez não saibam o que estão fazendo, aqueles de nós que sofrem com o que está acontecendo devem, a todo o custo, manter a fé de que nada escapa à Divina Providência. Ninguém ama a Igreja mais do que Deus. Ninguém. Nele devemos confiar cegamente e n’Ele devemos encontrar o nosso consolo nesta hora difícil. Com Maria, pedimos humildemente a Cristo que envie o seu Espírito e nos conforte, que nos dê força e, também, a humildade de aceitar a sua Divina Vontade em todos os momentos. No domingo celebraremos o Pentecostes. A sequência, que lemos antes do Evangelho e que tem sido usada nestes dias como um hino nas Vésperas, é uma oração do coração para pedir ajuda em tempos de aflição. Embora não haja um autor conhecido, alguns atribuem-no a um Arcebispo de Cantuária na Idade Média, contemporâneo de S. Francisco” – Pe. Santiago Martín].

Espírito de Deus,
Enviai dos céus
Um raio de luz!

Vinde, Pai dos pobres,
Dai aos corações
Vossos sete dons.

Consolo que acalma,
Hóspede da alma,
Doce alívio, vinde.

No labor, descanso.
Na aflição, remanso.
No calor, aragem.

Enchei, luz bendita,
Chama que crepita
O íntimo de nós.

Sem a luz que acode,
Nada o homem pode,
Nenhum bem há nele.

Ao sujo lavai,
Ao seco regai,
Curai o doente.

Dobrai o que é duro,
Guiai no escuro,
O frio aquecei.

Dai à vossa Igreja,
Que espera e deseja,
Vossos sete dons.

Dai em prêmio ao forte
Uma santa morte,
Alegria eterna.
Amém!