Nesses meses de covid, já vimos de tudo e mais um pouco. Noticiou-se que, em alguns lugares do mundo, autoridades recolheram moradores de rua, e os levaram a abrigos para velhos. A consequência foi uma mortandade generalizada.

Já noutros lugares as autoridades fizeram diferente: recolheram os mesmos moradores de ruas e os isolaram. O número de mortos foi bem menor.

O que deduzir das duas medidas? A segunda foi feita utilizando aquelas ferramentas preciosas que Deus deu aos homens: a vontade e a inteligência a serviço da ação prudente.

No primeiro caso, somos levados a pensar que se tratou simplesmente de atitude irracional, incompetência, incúria, imbecilidade etc.

No entanto, tendo em vista o que já ocorreu na história humana, acredito que temos o direito de pensar em coisas piores, como, por exemplo, a presença do mal subjacente a uma medida aparentemente idiota. Sabe-se o quanto a mentalidade eugenista e eutanásica têm crescido, nos últimos tempos, em todo o mundo ocidental, como um disfarce iluminista e progressista de algo mais profundo: o mistério da iniquidade de que falava São Paulo.

Essa modalidade de mal não foi propriedade exclusiva de um cidadão austríaco chamado Hitler. A história da humanidade está cheia de déspotas sanguinários, verdadeiros facínoras no comando de nações inteiras, a começar por alguns contemporâneos do celerado nazista, como Stalin ou Mao Tse Tung. E o futuro não estará isento deles, infelizmente.

Hoje em dia, as aulas de histórias, nas escolas, quase se reduzem ao espetáculo ideológico da luta de classes através dos tempos. É uma pena, pois o conhecimento dos homens virtuosos do passado, e também dos governantes mais cruéis, seria muito mais útil à formação moral da criança e da juventude do que a redução do estudo das épocas passadas a um falso embate entre classes dominantes e classes oprimidas.