O jornalista italiano Giulio Meotti, redator cultural do jornal Il Foglio, resenha uma investigação recentemente publicada pelo semanário francês Le Point, sobre como Pequim vem comprando favores das universidades ocidentais. Seguem alguns parágrafos:

“(…) Muitas escolas britânicas já estão sob o radar de influência e propaganda chinesa. Nigel Farage, líder do Partido Reformador do Reino Unido da Grã-Bretanha, recentemente tuitou que “bilionários chineses ligados diretamente ao PCC (Partido Comunista Chinês) estão comprando escolas britânicas e inundando o currículo com propaganda” e listou os nomes de algumas delas no Reino Unido que se encontram “sob controle chinês”: Abbots Bromley School, Bournemouth Collegiate, St Michael’s School, Bosworth College, Bedstone College, Ipswich High School, Kingsley School, Heathfield Knoll School, Thetford Grammar, Wisbech Grammar, Riddlesworth Hall, Myddelton College, CATS Colleges.

(…) Nos últimos 15 anos foram abertos, na França, 18 Institutos Confúcio, com a clara intenção de lecionar chinês e promover a cultura chinesa. Em 2019, em plena Europa, a Bélgica expulsou o reitor do Instituto Confúcio da Universidade Livre Flamenga de Bruxelas, após os serviços de segurança o acusarem de espionagem.

Françoise Robin, especialista em Tibete do Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais (Inalco), chama esses institutos de “armas de propaganda”. Em 2016, o Inalco convidou o Dalai Lama para uma conferência. “Chegou um ofício da embaixada chinesa pedindo que não o recebêssemos”, salientou Robin.

(…) Pode ser que seja por isso que o novo indicado a chefe da CIA, William J. Burns, tenha assinalado que, se dependesse dele, fecharia os Institutos Confúcio nas universidades ocidentais. Na Grã-Bretanha, ao que tudo indica, também há justificada preocupação. De acordo com o jornal Daily Mail, centenas de escolas independentes, que apresentaram sérias dificuldades financeiras devido à pandemia do Vírus de Wuhan, foram desde então visadas por investidores chineses. A China está flagrantemente buscando expandir sua influência no sistema educacional britânico, a exemplo da sua atuação nos Estados Unidos. Dezessete escolas, no Reino Unido, já são de propriedade de empresas chinesas e esse número só tende a aumentar. E não para por aí: o jornal The Times revelou que a Universidade de Cambridge recebeu um “generoso presente” da Tencent Holdings, uma das maiores empresas de tecnologia da China envolvida com censura estatal.

https://it.gatestoneinstitute.org/17186/cina-compra-universita-occidentali