As leituras dominicais na Quaresma nos têm mostrado os momentos culminantes da história da salvação: a aliança de Deus com a criação no tempo de Noé; Suas promessas a Abraão; a lei que Ele deu a Israel no Sinai.

Na primeira leitura de hoje, ouvimos sobre a destruição do reino estabelecido pela última aliança de Deus no Antigo Testamento: a aliança com Davi (ver 2 Samuel 7; Salmo 89: 3).

O povo eleito abandonou a lei que Deus lhe tinha dado. Por seus pecados, o templo foi destruído e eles foram exilados na Babilônia. Ouvimos sua tristeza e arrependimento no lamento do exílio que cantamos no Salmo de hoje.

Mas também ouvimos como Deus, em Sua misericórdia, os trouxe de volta, até mesmo ungindo um rei pagão para pastoreá-los e reconstruir o templo (ver Isaías 44: 28-45: 1, 4).

Deus é rico em misericórdia, como ensina a Epístola de hoje. Ele prometeu que o reino de Davi duraria para sempre, que o filho de Davi seria Seu Filho e governaria todas as nações (ver 2 Samuel 7: 14-15; Salmos 2: 7-9). Em Jesus, Deus cumpre essa promessa (ver Apocalipse 22:16).

Moisés levantou a serpente como um sinal de salvação (ver Sabedoria 16: 6-7; Números 21: 9). Agora Jesus é levantado na Cruz, para atrair a Si todas as pessoas (ver João 12:32).

Condenam-se a si mesmos aqueles que se recusam a acreditar neste sinal do amor do Pai, assim como os israelitas, em sua infidelidade, atraíram o juízo sobre si mesmos.

Mas Deus não deixou Israel no exílio — e não quer deixar que nenhum de nós morra por nossas transgressões. Somos obras das mãos de Deus, salvos para viver como Seu povo na luz de Sua verdade.

Em meio a este período de arrependimento, contemplemos novamente o Trespassado (ver João 19:37) e nos dediquemos novamente a viver as “boas obras” para as quais Deus nos preparou.

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