O Tempo da Quaresma continua com outra história de provações. No domingo passado, vimos as provações de Jesus no deserto. Na primeira leitura desta semana, vemos como Abraão foi posto à prova.

A Igreja sempre interpretou essa história como um sinal do amor de Deus pelo mundo, ao oferecer o Seu filho unigênito.

Na epístola de hoje, Paulo usa palavras perfeitas, extraídas dessa história, para descrever como Deus, diferentemente de Abraão, não poupou Seu único Filho, mas o entregou por nós na cruz (ver Romanos 8:32; Gênesis 22: 12,16) .

No Evangelho de hoje, ouvimos mais um eco dessa história. Jesus é chamado de “Filho amado” de Deus, assim como Isaac é descrito como o filho amado de Abraão.

Estas leituras nos são oferecidas, na Quaresma, para que se revele a identidade de Cristo e sejamos fortalecidos diante das aflições.

Jesus é mostrado como o filho verdadeiro, visto por Abraão com alegria (“Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu-o e ficou cheio de alegria”, João 8:56). Em Sua transfiguração, Ele é revelado como um profeta semelhante a Moisés, predito por Deus: criado por uma família humana, mas falando com a própria autoridade de Deus (ver Deuteronômio 18:15, 19).

Como Moisés, Ele sobe a montanha com três amigos e contempla a glória de Deus em uma nuvem (ver Êxodo 24: 1, 9, 15). Ele é aquele profetizado que viria após o retorno de Elias (ver Sirach 48: 9–10; Malaquias 3: 1, 23–24).

E, como Ele próprio revela aos Apóstolos, Ele é o Filho do Homem enviado para sofrer e morrer por nossos pecados (ver Isaías 53: 3).

Como cantamos o Salmo de hoje, Jesus acreditou, mesmo em face de Suas aflições (“Guardei a minha fé, mesmo dizendo:/ É demais o sofrimento em minha vida!”) , e Deus O libertou dos grilhões da morte (ver Salmo 116: 3).

Sua ressurreição deve nos dar coragem para enfrentar nossas provações, para nos oferecermos totalmente ao Pai, como Ele mesmo o fez, como Abraão e Isaac o fizeram.

Libertos da morte por Sua morte, iremos a esta Missa para oferecer um sacrifício de ação de graças e para renovar nossos votos: como Seus servos e fiéis.

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